QUASE  CAMPEÕES

SOBRE OS CAMPEÕES

O facto de um exemplar de qualquer raça canina atingir o título de Campeão significa duas coisas, qual delas a mais importante:   Por um lado, que é um exemplar digno de ser considerado verdadeiramente excelente dentro da raça, com todos os atributos que tal pressupõe e, por outro lado - e simultaneamente com a condição anterior - que é (ou foi) o melhor de entre os exemplares excelentes que, ao mesmo tempo, consigo competiam para a obtenção do título.
No caso dos Dobermann, como raça em rápida evolução, isso significa que existe um horizonte temporal bastante limitado para se fechar um Campeonato, pois as novas gerações apresentam já um conjunto importante de evoluções em relação às anteriores.   Vejam-se, por exemplo, os grandes Campeões a nível mundial das décadas de 70 e de  80, de qualidade absolutamente única na sua época, e que hoje dificilmente obteriam uma classificação de Excelente nos mesmos palcos em que anteriormente foram reis e senhores.
Assim sendo, reconheçamos que um Campeão, para além do mérito próprio da sua qualidade, tem que ter tido a sorte de ter sido o melhor de entre os da sua época.  E que - reverso desta medalha - muitos exemplares que não atingiram o seu título de Campeão não o fizeram por falta de qualidade mas apenas porque, conjunturalmente, poderão ter co-existido com outros ainda melhores - ou porque o Destino, por qualquer razão, não o quis.

 

Infelizmente também tivemos a nossa quota-parte de casos destes, e por isso aqui fica a nossa homenagem a esses exemplares que, mesmo não tendo fechado o seu título, são também eles campeões no nosso coração.

 

 

Ellington de Athanor, 3 CAC, EXC Monográfica, RCAC/QC

 

 

O Ellington de Athanor (a quem alcunhámos de"Duke" tal como o grande jazzman em quem se inspirou o seu nome), nasceu minúsculo e feio. Tão minúsculo e tão feio que foi imediatamente "adoptado" por todos nesta casa, tanta pena causava...


Porém, tal como na história do patinho feio, o "Duke" tornou-se num lindo macho negro, que sem ser extraordinariamente corpulento nem forte nem apresentar uma grande cabeça, era, acima de tudo, um Dobermann verdadeiramente belo, de construção correcta e expressão muito nobre e com um óptimo carácter.


Colocado em co-propriedade com um grande amigo nosso, o Francisco "Kayn" Nunes, o "Duke" fez todos os pontos necessários ao Campeonato Português excepto o CAC-QC.   Conseguiu, no entanto, com pouco mais de 15 meses e num ringue de qualidade muito forte, a Reserva do CAC-QC em Lisboa,  atrás do Aron v. Westen Stamm, um excelente cão que conseguiu uma assinalável projecção internacional.


A sua morte prematura, por um acidente infeliz com pouco mais de dois anos, e que impediu que ele tivesse uma segunda chance de alcançar o campeonato, constituiu um rude golpe para todos nós e sobretudo para os seus dedicadíssimos donos, que apesar de terem já um novo companheiro (o LeDuke de Athanor) continuam a nutrir um carinho bem visível pela memória deste cão tão encantador.

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HAGAR DE ATHANOR CAC-QC, EXC na  Monográfica, 2 CACs

 

Um exemplar verdadeiramente excelente mas que, infelizmente, foi muito pouco apresentado em ringue por indisponibilidade do seu primeiro proprietário.

 

De construção excepcional, grandes massas musculares, pescoço elegante e uma cabeça forte e muito paralela (poderia ter tido uma mandíbula mais forte), conseguiu o  CAC-QC em Lisboa, com apenas 15 meses de idade, vencendo o excelente Aron v. Westen Stamm na decisão para o melhor macho da raça. Obteve ainda o excelente da Monográfica e dois CACs, mas faltou-lhe "apenas" o mais fácil (o terceiro CAC) para fechar o campeonato português de Beleza.

 

Os seus segundos proprietários (criação da Cruz Alta) ainda tentaram esse CAC, mas a veterania e a má forma física derivada da doença de que sofria,  já não o permitiram.  Morreu aos seis anos, vítima da leishmania.

 

Tornou-se importante para a nossa criação por ter padreado a nossa ninhada "R".

 

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